domingo, 5 de maio de 2013


Chuva de meteoros de restos do cometa Halley


Todo ano a Terra passa por detritos deixados pelo Cometa Halley no espaço, que ao entrarem em contato com a atmosfera geram a chuva de meteoros conhecida como Eta Aquarid. Este ano, o pico será às 22h (horário de Brasília) deste domingo (5), com uma tava de 30 a 40 meteoros por hora no momento máximo, e terá melhor visualização no hemisfério Sul.

Bolas de fogo são comuns nesta chuva de meteoros, mas para vê-las é preciso estar longe das luzes das cidades. Para quem não conseguir enxergar a chuva à olho nu, a Nasa (Agência Espacial americana) irá transmitir ao vivo imagens do Centro de Voo Espacial Huntsville, os EUA. Acompanhe abaixo:

Ao mesmo tempo, o astrônomo do centro Bill Cooke irá participar de um chat ao vivo (em inglês) para comentar a chuva, da meia noite até 4h do dia 6 no site da Nasa.

O cometa Halley é visto da Terra a cada 76 anos, a última vez foi em 1986 e não deve ser visto até 2061, mas a chuva de meteoros causada por seus detritos ocorre todo ano. A chuva ganha o nome de Eta Aquarid porque as estrelas cadentes parecem ter se originado na Constelação de Aquário.




Provavelmente você já tenha visto em seu feed de notícias ou até mesmo compartilhado essa frase vinculada à imagem de Charles Darwin. No entanto, já se preocupou em conferir a legitimidade da mesma?

Darwin não é a única "vítima" dessas frases motivacionais, muitas vezes bobas ou com falhas conceituais grosseiras (que é o caso da frase da imagem), vemos sempre supostas frases de celebridades como Bob Marley, Arnaldo Jabor e, a de repente superstar dos intelectuais temporários (poser) Clarice Linspector.

Voltemos à Darwin.

Essa frase não o pertence e provavelmente Darwin jamais diria ou escreberia tal besteira que, contradiz um bocado sua própria Teoria.

Primeiramente, a Seleção Natural atua a nível populacional e não a nível de espécies. Desta forma, qualquer grupo ou nível organizacional estaria ou está sujeito a sofrer seleção.

E em segundo lugar, evolução ocorre a nível molecular, independentemente do meio ambiente, ou seja, ou os indivíduos são adaptados às novas mudanças ou não são. As populações sofrendo mudanças genéticas graduais, as quais são hereditárias, são selecionadas pelo meio que preserva aquelas características mais favoráveis para aquele tempo e ocasião.

Não é o indivíduo que se adapta à mudança, é o meio que seleciona os mais aptos. Todavia é bom esclarecer que o processo evolutivo não se trata de uma regra. Populações podem sofrer sucetivas mudanças ao longo das eras geológicas, porém, podem permanecer praticamente imutáveis, como tubarões, crocodilos, o celacanto etc.

sábado, 4 de maio de 2013

Gravidade quântica pode ser testada !

Os físicos acreditam que a teoria da gravidade de Einstein e a física quântica vão coalescer em uma teoria única nas chamadas escalas de Planck.

Nessas escalas, de altíssimas energias e dimensões inimaginavelmente pequenas, acredita-se que ocorram fenômenos que não ocorrem em outras escalas.

O problema é que as escalas de Planck estão tão fora da dimensão humana que a maioria dos estudiosos afirma que é virtualmente impossível testar experimentalmente a gravidade quântica, a não ser em eventos cósmicos muito raros e difíceis de observar.

Um fator preponderante é que o comprimento de Planck é cerca de 1,6 x 10-35 metro. Se você der um zoom nessa dimensão, e torná-la do tamanho de 1 metro, então um único átomo terá o tamanho do Universo inteiro.

A energia de Planck, por outro lado, é tão descomunal que faz o acelerador do LHC parecer uma pilha descarregada; um acelerador de partículas capaz de produzir a energia de Planck seria enorme.

Outro fator intrigante é a massa de Planck, que é 2,17 × 10-8 kg, mais ou menos a massa de um grão de poeira, que parece ser grande demais para os fenômenos quânticos.

Fica então, de um lado, a teoria de Einstein especulando sobre dimensões muito grandes e, de outro, a mecânica quântica indagando sobre moléculas, átomos e coisas ainda menores, ambas falando muito bem em suas respectivas áreas, mas inconciliáveis.

Uma equipe internacional de físicos afirma que se pode testar experimentalmente algumas predições da teoria da gravidade quântica observando os efeitos quânticos em um sistema com a massa de Planck.

Na mecânica quântica, é impossível saber, ao mesmo tempo, onde uma partícula está e a que velocidade ela está se movendo.

Apesar disso, é possível fazer duas medições consecutivas: uma medição da posição da partícula, seguida por uma medição do seu momento, ou vice-versa.

Conforme a sequência usada - primeiro a posição e depois a velocidade, ou vice-versa -, serão obtidos resultados experimentais diferentes.

De acordo com várias teorias da gravidade quântica - ou candidatas a teoria da gravidade quântica - essa diferença entre as duas medições se altera dependendo da massa do sistema, uma vez que o comprimento de Planck, uma espécie de quantum do comprimento, coloca um limite à medição de distâncias.

A equipe de físicos agora demonstrou matematicamente que, embora essas diferenças sejam muito pequenas, elas podem ser verificadas usando sistemas quânticos muito maciços, utilizando a gigantesca massa de Planck.
Mas isso não é um problema assim tão grande, uma vez que a própria equipe da Universidade de Viena já conseguiu estabelecer uma interação entre um fóton e um ressonador micromecânico, criando o chamado acoplamento forte, capaz de transferir efeitos quânticos para o mundo macroscópico.

Ou seja, para eles, é possível testar a gravidade quântica em laboratório. O experimento proposto lembra um pouco uma técnica usada recentemente para produzir luz a partir do vácuo.

A ideia principal é usar um pulso de laser para interagir quatro vezes com um espelho em movimento para avaliar com exatidão a diferença entre as duas medições - medir primeiro a posição e depois medir o momento, em comparação com medir primeiro o momento e depois medir a posição.

Segundo a equipe, atingindo a precisão adequada, é possível mapear o efeito no pulso de laser, lendo os resultados com técnicas de óptica quântica.

"Qualquer desvio do resultado previsto pela mecânica quântica será muito excitante," afirmou Igor Pikovski, da Universidade de Viena, idealizador da técnica, "mas mesmo se não for observado nenhum desvio, os resultados poderão ajudar na busca por possíveis novas teorias."




Big Rip (Grande Ruptura) é uma teoria, apresentada inicialmente em 2003 , que diz que se a velocidade de expansão do universo atingir uma velocidade acima do nível crítico, isto causará o deslocamento de todos os tipos de matéria, e então as galáxias se isolariam, e depois de alguns bilhões de anos os próprios átomos se desintegrariam.

A chave desta hipótese é a quantidade de energia escura no Universo. Se o Universo contém suficiente energia escura, poderia terminar tendendo a uma desagregação de toda a matéria.

Primeiro, as galáxias se separariam entre si, logo a gravidade seria demasiado fraca para manter integrada cada galáxia. Aproximadamente três meses antes do "fim", os sistemas solares perderiam sua coesão gravitacional. Nos últimos minutos, se dissipariam estrelas e planetas, os átomos e mesmo os bárions (formados pelos quarks) não compensariam com suas interações internas a expansão do universo e seriam destruídos uma fração de segundo antes do "fim do tempo".

Diferentemente do Big Crunch, na qual tudo se condensa em um só ponto, no Big Rip o Universo se converterá em partículas subatômicas mínimas dispersas que permaneceriam para sempre separadas, sem coesão gravitacional nem energia alguma.

Os autores desta hipótese, entre eles Robert Caldwell do Dartmouth College, calculam que o fim do Universo, tal como conhecemos, ocorreria em aproximadamente 35 bilhões de anos depois do Big Bang, ou dentro de 20 bilhões de anos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nossa história em 1 minito.


Microorganismos terrestres podem sobreviver em Marte
Konstantin Pukemov, Izvéstia 

Russos fazem experimentos com provas colhidas pelo robô Curiosity. 
Um grupo de cientistas da Faculdade de Ciência do Solo da Universidade Estatal de Moscou descobriu que alguns microorganismos terrestres poderiam viver em Marte por um longo período.

Isso porque eles se adaptam facilmente a baixas temperaturas, vácuo, radiação e oxidantes fortes, incluindo o perclorato, descoberto recentemente pelo robô Curiosity no planeta vermelho.

A experiência envolveu bactérias obtidas no permafrost russo e em solos áridos, típicos de regiões de clima seco.

"Simulamos o clima marciano com a maior exatidão possível em uma câmara especial construída no Instituto de Física e Tecnologias Abram Ioffe, onde colocamos os microorganismos obtidos em solos do Árticos e da Antártica”, explica a cientista Elena Vorobioba, da Faculdade de Ciência do Solo da Universidade Estatal de Moscou.

“Como resultado, descobrimos que altas concentrações de oxidantes, radiação, baixas temperaturas e pressão não impedem a adaptação e longa permanência desses microorganismos em Marte."

Carro inteiro

Diversas equipes de cientistas já pesquisaram a adaptação de microorganismos a condições extremas. A diferença do novo estudo é o uso de comunidades inteiras, e não colônias isoladas de microorganismos.

"Para entender como o carro anda, é preciso estudá-lo por inteiro e não suas peças separadas", diz Vorobiova.

As comunidades submetidas às experiências sobreviveram a temperaturas de -50ºC a + 50ºC, pressão de um torr negativo, doses de radiação de até 25 Mrad, anteriormente consideradas como esterilizantes, e a valores críticos de acidez.

Os cientistas acreditam que, sozinhas, as culturas microbianas não teriam chances de sobreviver, e que conseguiram se adaptar às condições adversas externas por estarem unidas em comunidades. Alguns microorganismos mantiveram até mesmo suas funções metabólicas e reprodutivas.

A experiência usou a substância obtida pelo robô e mostrou que o solo marciano não é fatal para seres vivos, e que possui um nível radiológico suportável para microorganismos, apesar deconter teor elevado de perclorato

Provas indiretas disso já haviam sido obtidas anteriormente pela agência espacial norte-americana Nasa e seu programa “Viking”.

Atualmente, os cientistas russos prosseguem as experiências aumentando a dose de radiação para saber quais os valores críticos para a vida dos microorganismos.

A pesquisa deve ser concluída neste ano, de acordo com Vorobiova.

As experiências na Universidade Estatal de Moscou são uma continuaçãodo trabalho do professor David Guilitchínski, do Instituto de Problemas Físicos, Químicos e Biológicos da Ciência do Solo da Academia de Ciências da Rússia.

Guilitchínski ficou conhecido depois de tentar encontrar no Ártico e na Antártica microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas.4

"Os microorganismos se adaptam rapidamente a quaisquer condições. No permafrost, eles ficam inativos, possuindo todos os mecanismos necessários para retardar o metabolismo e se proteger do frio. Assim que as condições externas se tornam mais favoráveis, tornam-se ativos", afirma Tatiana Demkina, do Instituto de Problemas Físicos, Químicos e Biológicos da Ciência do Solo.

A célula também pode se adaptar rapidamente a condições favoráveis e desfavoráveis. Colocada em um meio de cultura, ela perde rapidamente as propriedades adquiridas para sobreviver a condições extremas.

Por isso, cientistas consideram como material mais adequado às experiências células que permaneceram conservadas por milhões de anos e possuem mecanismos de sobrevivência atípicos dos demais organismos vivo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mais novo rover científico da NASA está definido para testar 03 de maio através de 08 de junho na parte mais alta da Groenlândia. O robô conhecido como GROVER, que significa tanto para Greenland Rover e Goddard Remotely Operated Vehicle de Exploração e Pesquisa, irá percorrer a paisagem gelada recolher medições para ajudar os cientistas a entender melhor as mudanças na camada de gelo maciço. Este robô autônomo, alimentado por energia solar carrega um radar de penetração no solo para estudar como a neve se acumula, acrescentando camada após camada a camada de gelo ao longo do tempo.

Da Groenlândia camada superficial abobadado para a notícia no Verão de 2012, quando as temperaturas acima do normal causou o derretimento da superfície em cerca de 97 por cento da camada de gelo. Cientistas do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland, esperar GROVER para detectar a camada da camada de gelo que se formou na sequência desse evento derretimento extremo. Pesquisa com rovers polares custa menos que o de aeronaves ou satélites, as plataformas habituais.
"Robôs como GROVER nos dará uma nova ferramenta para estudos de glaciologia", disse Lora Koenig, um glaciologista Goddard e conselheiro científico do projeto. GROVER será acompanhado na folha de gelo em junho por um outro robô, chamado Robot Cool, desenvolvido no Dartmouth College, em Hanover, NH, com financiamento da National Science Foundation. Este rover pode rebocar uma variedade de pacotes de instrumentos para realizar estudos de amostragem glaciológicos e atmosférica. GROVER foi desenvolvido em 2010 e 2011 por equipes de alunos participantes em engenharia campos de treinamento de verão no Goddard. Os alunos estavam interessados ​​em construir um rover e se aproximou Koenig sobre se um rover poderia ajudar os seus estudos de acumulação de neve nas camadas de gelo.Essas informações normalmente são coletadas por radares transportados em motos de neve e aviões. Koenig sugeriu colocar um radar em um rover para este trabalho.